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        <title>Análise Política da Semana: A ascensão da extrema-direita</title>
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        <description>Análise Política da Semana 25 de junho de 2016 “Porque a extrema-direita aparece como a principal alternativa por todos os lados? Ela aparece como principal alternativa, porque ela tem um programa, uma política para, aparentemente, a salvação do país diante da crise. Fecha as fronteiras para proteger a economia nacional, aumentar competição, preservar os valores. E quanto mais rico o país mais interessante é essa perspectiva, como é o caso da Inglaterra. Os ingleses, apesar deles terem deixado há mais de 60 anos de ser o país imperialista mais importante do mundo, na psicologia dos ingleses eles tem a ideia que eles ainda são uma potência extraordinariamente importante, se não maior que os EUA, mas o que é difícil de responder dada a realidade dos EUA, do imperialismo norte-americano. Seria, digamos assim, de qualquer maneira uma potência extraordinária, quando na verdade a Inglaterra e o Reino Unido, são uns dos países que mais andaram para trás no cenário internacional, nos últimos anos. A crise é extraordinariamente grande lá, mas eles tem controle de mercados e etc. Então quando você fala “vamos dar uma solução” para a Inglaterra em separado, quer dizer: vamos fechar nosso negócio aqui, vamos criar uma rende em torno do país e vamos nos dedicar ao próprio país. Isso parece para muita gente como sendo logicamente uma solução viável. E o nacionalismo, todo mundo sabe, é uma ideologia forte. A burguesia toda é nacionalista, isso dai contamina a classe operária. A gente deveria dizer o seguinte, que nós não devemos nunca colocar no mesmo saco, o nacionalismo de países como o Brasil e de nacionalismo de países como a Inglaterra. Nacionalismo de país como o Brasil expressa a luta contra a dominação estrangeira. O nacionalismo de países coo Inglaterra expressa a luta pela dominação de outros países. Um é reacionário e outro é relativamente progressista. Porque o nacionalismo nunca é totalmente progressista. A extrema direita, ela tem um programa, ela tem uma solução, digamos assim. A solução pode parecer uma solução aparente, mas de qualquer maneira, se não for uma solução imediata, é um caminho que você pode percorrer. É isso que a extrema-direita está apresentando. Então eles falam: vamos proibir a imigração, alguns falam até em deportar o trabalhador estrangeiro, abertamente. Eles fazem manifestações e isso tem um apelo dentro do país. Sem falar na demagogia anticapitalista que tem esse apelo. Porque a extrema-direita fala, quem quer trazer o imigrante são as grandes empresas para baratear o salário. Como se a grande empresa se livrando do imigrante não vai baratear o salário de qualquer jeito, seja lá como for. Isso dai a extrema-direita não explica. Vocês, vejam também por exemplo, que essa demagogia com a classe operária europeia da extrema-direita ela é muito clara. Na greve geral francesa, que foi feita pela esquerda, pela CGT, a frente nacional não tomou posição contra a greve. E nem tomou posição a favor da reforma da lei trabalhista, eles ficaram na deles. A direita tradicional, republicanos,  ficou ensandecida com esse fato. Chegaram até a falar, qualquer coisinha que acontece a frente nacional tira uma comunicado oficial, mas não tirou nenhum comunicado sobre a greve geral e sobre a legislação trabalhista. Lógico, porque a base deles é justamente o setor mais atrasado da classe operária que vota na frente nacional. Assim, como o setor mais atrasado da classe operária britânica votou no plebiscito a favor da política de separação, que é uma política defendida pelo UKIP (Partido pela Independência do Reino Unido). Se vocês olharam os mapas de votação, vocês vão ver que o referendo que o “sair” perdeu em Londres. Não ganhou no país inteiro. Perdeu em Londres mas ganhou principalmente no norte da Inglaterra que é um setor bem industrializado mas mais atrasados, operários do interior. No entorno londrino nem tanto. E a votação foi muito apertada, logicamente um aparte da classe operária votou contra a saída. A classe operária está divida, não é que a classe operária esteja sobre o controle da extrema-direita.” Apresentação de Rui Costa Pimenta Acesse o site e as redes sociais do PCO www.pco.org.br https://www.facebook.com/pco29/ https://twitter.com/PCO29e do Diário Causa Operária Online www.causaoperaria.org.br https://www.facebook.com/diarioco/ https://twitter.com/causa_operaria</description>
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