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        <title>Prisões e processos contra o movimento estudantil da Unifesp - Reportagem</title>
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        <description>No dia 15 de junho de 2012, 22 estudantes da Unifesp ainda estavam presos da carceragem da polícia federal por participarem de um protesto e o reitor Walter Albertoni fez uma coletiva de imprensa declarando que os estudantes envolvidos não ficariam sem punição. Palavras dele "uma atitude bastante irresponsável e violenta. Não é a maioria dos alunos. É a minoria da minoria. (...) Nós temos uma regra na universidade. Óbvio que será aberta uma sindicância. Óbvio que serão apontadas as responsabilidades e serão punidos de acordo com as regras da nossa instituição". Como podem os estudantes serem interrogados em um processo cuja condenação já está garantida? Os estudantes precisam assim argumentar para se defender das acusações e assim como os estudantes da USP já são culpados por suspeita. A constituição nacional garante a presunção de inocência totalmente ignorada pela reitoria da universidade. O reitor mente na coletiva de imprensa quando diz, em junho, que em poucos dias seria iniciada a licitação do prédio definitivo da unidade, além de dar uma solução para o fato de que todo o campus sairia do local enquanto é construído o novo prédio. Mente de novo quando diz que estavam negociando com os estudantes em greve. Os estudantes tiveram que ocupar a diretoria acadêmica e serem presos para o reitor sentar para negociar ponto por ponto da pauta. Apenas no 98° dia ocorreu uma negociação ponto por ponto das reivindicações dos estudantes. Na própria coletiva de imprensa o reitor expõe a completa crise na unidade. "Inicialmente o prédio foi instalado em uma antiga escola que conseguiu abrigar os alunos nos primeiros dois ou três anos. Todavia, nós sabíamos que havia uma limitação no futuro na medida em que fosse completando. foi tomado o cuidado de fazer um projeto de um prédio maior e definitivo para esse campus. O projeto teve problema na sua constituição. A empresa não entregou em prazo adequado e rompemos com a empresa. Tivemos um problema com a licitação com o preço maior e não pudemos aprovar. Uma nova licitação deve estar pronta nos próximos dias." (declaração dada em junho 2012) E ele continua "Tomamos algumas providências. Construímos um anexo com cinco salas grandes" Esse "puxadinho" como é conhecido pelos estudantes e professores possui sequer banheiro. "Realmente temos que reconhecer que não temos a infra-estrutura adequada para o campus de Guarulhos, mas estamos trabalhando. Cinicamente afirmou "Entendemos o movimento grevista. A greve é legítima e toda a greve está em negociação." Mentira de novo. Não havia nenhuma verdadeira negociação e foi exatamente por isso a revolta dos estudantes e as ocupações. Albertoni afirmou "As 25 pessoas chegaram com pedras e paus e depredando o prédio. "chegaram quebrando computador, derrubando mesa" "os professores se esconderam embaixo de mesa". O vídeo gravado pelos estudantes pode desmentir essa declaração. Os estudantes estavam protestando em frente a diretoria da universidade, quando a PM foi chamada pelo diretor. O professores e crianças que se esconderam embaixo das mesas das salas e bibliotecas na verdade se protegeram das mais de 20 bombas e balas de borracha atiradas pela PM. Segundo o próprio reitor "Quando os policiais entram usando todos aqueles instrumentos é horrível, mas não tivemos como evitar". Afirmou ainda sobre a situação do campus "Não há falta de recursos. O problema é a velocidade da burocracia." A pergunta que fica é: cadê esse dinheiro? O campus de Guarulhos continua da mesma maneira: sem prédio, biblioteca, laboratórios e Restaurante Universitário. A única coisa que está funcionando é o processo-farsa contra os estudantes que já foram intimidados e convocados por emails e cartas para darem sua versão do porque foram reprimidos pela polícia. Quem aplica a penalidade é o reitor que como mostram suas declarações, já tem a versão da polícia como a verdadeira.</description>
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